100   ^a20170605d2016    k  y0porb0103    ba
101 0 ^apor
102   ^aPT
200 1 ^aO "controlo dos espíritos" em Foucault^eanálises e perspetivas^fCatarina Abegão Alves
320   ^aBibliografia pág. 186-188
330   ^aEste artigo analisa a perspetiva de Foucault quanto ao sistema disciplinar, enquanto um sistema de "controlo dos espíritos". No controlo exercido por este sistema, os dispositivos funcionam como engrenagens dinâmicas e adaptáveis, que mantêm o sistema vivo. O dispositivo de preferência é a prisão. Esta procura desenvolver um sistema de transformação do espírito do criminoso. Segundo Foucault, o direito gere os ilegalismos do sistema disciplinar, sendo uma forma de dominação. Mas este autor desconsidera a tendente atenuação do recurso à força física pelo direito. Na evolução para o sistema de segurança, as novas tecnologias e os meios informais não poderão ser uma resistência às formas de coerção do sistema disciplinar, pois tornam o controlo e a "dominação dos espíritos" mais eficaz. A evolução para uma nova razão de Estado, potenciada pelo neoliberalismo, não implica o abandono dos mecanismos disciplinares. Hoje, o controlo é exercido ambientalmente e de forma reguladora sobre a população e não já sobre o indivíduo. A visão de Foucault de poder repressivo, marcadamente funcionalista, pode ser superada. Para tal, não podemos dissociar a punição do poder, mas esta deve ser realizada sem recurso a estruturas de transformação dos espíritos
461  1^tAnatomia do crime^cCoimbra^bAlmedina^vN.º 4 (jul.-dez. 2016)^pp. 167-188
606   ^aSistema disciplinar
606   ^aPrisão
606   ^aVigilância
700  1^aAlves,^bCatarina Abegão
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